Os homens do exército estavam a postos. Naquele momento, seriam nossos adversários, os que queriam nos impedir do nosso nobre objetivo. Com um ar sisudo, armas em punho, apontadas para cima, nos deram algumas informações, que pelo tom pouco amistoso mais pareciam ordens. As metralhadoras, pela primeira vez vistas por nós, chamaram mais a atenção que as palavras.
De longe já tínhamos visto o que nos esperava. (As roupas camufladas não funcionam muito bem na cidade). Mesmo assim seguimos em frente, não acreditando na miragem e sem pensar no perigo que poderíamos estar correndo.
Éramos quatro, pequenos garotos, perto dos 10 anos de idade, inofensivos frente a alguns membros da força militar brasileira. Nossas roupas gastas, calçados velhos, nos denunciavam: não teríamos condições de um enfrentamento. Nem pensamos nisso ao sair de casa. Tínhamos plena consciência de nossa fragilidade e pouca experiência de vida. Fomos ao encontro deles, mas somente para levantar uma bandeira branca e tentar uma saída honrosa, e se possível (seria sonho demais?), efetivar o nosso plano.
Dois, ao perceberem a recepção preparada, trataram de diminuir os passos, deixando os outros irem à frente. Com o coração batendo forte, no compasso do medo, quiseram declinar da idéia, voltar atrás. Mas não dava mais tempo, era agora ou nunca. Sob a liderança de um, ajudado pelo companheirismo de outro, tentamos um diálogo. Uma pergunta curta, nervosa e, talvez, gaguejante, resultou em uma resposta áspera, de cima pra baixo, como a situação de superioridade obrigava.
Tentamos argumentar, mas foiem vão. Aconversa não é o forte de pessoas que ficam o tempo todo com armas na mão. Se insistíssemos um pouco mais, talvez o diálogo seria feito por outro canal, mais rápido e certeiro que a boca. Das duas opções, a do enfrentamento ou a rendição, escolhemos a mais simples. Demos meia-volta, completamente derrotados, e retornamos a nossa vida de sempre. Afinal, enfrentar o exército com paus e pedras seria idealismo demais para alguns garotos de periferia. Até porque, o que buscávamos nada tinha a ver com um ideal humanitário.
Ao voltar para casa, remoendo a derrota, tentamos encontrar os motivos pelo fracasso. O tempo da viagem serviu para apontar culpados. O autor da idéia, como era de se esperar, foi o mais almejado pelas críticas. O oportunismo típico dessas situações veio à tona, em expressões como “eu sabia”, “eu não falei?”.
Na minha cabeça, tentei recapitular todo o plano, o cronograma imaginado, passo a passo. Nessa tarefa, a única opção seria refazer a trajetória desde o começo, para, então, encontrar os furos que nos levaram a esse resultado frustrante. Afinal, quando veio essa maldita idéia, que nos levou aquela situação?
Tinha tudo pra dar certo, o carro já estava encerado, os pneus tinham aparência de novos após a sessão de água-com-açúcar, a roupa já tinha sido engomada e tanto a barba quanto o cabelo já tinham sido aparados. Lambari estava entusiasmado com o programa iminente de sábado. Era uma empolgação adolescente, muita ansiedade e confiança. Não era seu debut, mas era mais uma chance de encontrar alguém pra ocupar (permanentemente) o banco do passageiro do seu carro. Tudo foi combinado 3 dias antes em uma conversa casual. O amigo, que já era comprometido, sugeriu uma noitada de dispersões em um bar super badalado de Goiânia. Lambari não titubeou: “Vamo sim, tô de bobeira nesse final de semana mesmo. Mas tem uma coisa... não rola eu ficar de vela pra você”. Condição mais que justa, uma vez que não seria nada trabalhoso para a namorada do amigo convencer uma quarta pessoa a ir com eles. Então assim ficou: Lambari iria passar na casa do amigo e pegar todos, também as duas garotas.
As perspectivas eram boas, Lídia - a namorada do amigo – havia anunciado com antecedência a beleza da escolhida para o passeio, comentou também sobre as perspectivas da garota e das possibilidades de voltarem dois casais do bar ao invés de um. Isso foi o que motivou Lambari a preparar tão bem o carro e o visual.
De fato a garota era bem aparada, tinha uma beleza evidente que era enfatizada com a maquiagem escolhida para a ocasião. Lambari desceu do carro e cumprimentou as garotas com 2 beijos no rosto. Ele notou certa apatia da amiga, mas nem se importou, provavelmente estava tão ansiosa quanto ele, o nervosismo provocava reações confusas nas pessoas, assim supôs. Abriu as portas para que todos entrassem. Como já era premeditado, o casal formado sentou-se no banco de trás enquanto a desejada sentou-se no banco do carona. Não tinha como dar errado. Quando preparava para ligar o som sentiu um toque no seu ombro:
– Vou te avisar antes que você pense diferente. Tenho namorado e gosto muito dele, sou fiel, a gente começou o namoro a pouco e não quero dar motivo.
Balde de gelo. Lambari tentou não transparecer o ressentimento e camuflar a condição de bobo: - Não tem problema, a gente vai pra se divertir, vamos beber um pouco, dançar... liga não. Essas palavras só saíram porque no fundo ainda havia uma esperança, por mais modesta que fosse. Quem conhece bem o Lambari sabe que não ia durar muito toda essa gentileza.
A noite caminhou, o bar estava bem movimentado (noite de sábado), não restava nada mais além de beber para contornar a situação e tentar despistar o engodo em que havia se metido. Depois de algumas cervejas as coisas ficaram mais claras, ou pelo menos parecia. Foi então que Lambari notou uma porção de trocas de olhares entre uma mesa vizinha e a puritana da sua mesa. Podia parecer impressão de rejeitado, dor de cotovelo, mas a confirmação veio após duas piscadas e um torpedo entregue pelo garçom a prometida. Ficou evidente o arrebatamento com que ela recebeu o recado.
Durou mais 2 cervejas até que Lambari se levantasse e fosse à mesa ao lado conversar com o remetente do torpedo. No início houve uma recepção assustada, pensaram que Lambari iria partir pra briga, depois houve uma resposta mais desconfiada. Mas nada..., Lambari convidou o rapaz a ir a mesa onde ele estava sentado, se dispôs a apresentar a amiga da namorada do amigo a ele, disse que havia notado a troca de olhares e que queria ser apenas cortêz. O rapaz, ainda desconfiado, não relutou muito, talvez por ter notado que o álcool era o protagonista daquele convite e que não teria como fazê-lo mudar de idéia - Lambari poderia passar a noite toda ali insistindo -. Ao chegar a mesa houve outro susto, todos ficaram exaltados e atentos a um movimento brusco. Lambari pediu que a garota fidelidade se levantasse para cumprimentar seu novo amigo. Ela, sem entender nada, levantou-se. O amigo tentou fazer com que ele se sentasse, a namorada do amigo cochichou no ouvido do namorado que o Lambari tinha bebido demais. Após os beijos, 2 como de praxe, a garota fez um movimento em direção à cadeira para voltar a se sentar, foi então que a idéia se fez.
– Agora você levanta daí e vai sentar a mesa dele, porque ele vai ficar com você, pagar a sua conta e te levar em casa. Você não é fiel, não é direita? Pensa que não percebi suas olhadinhas pra ele?, então, leva sua conta que o otário aqui cansou de fazer papel e palhaço. Disse Lambari, já com menor cordialidade, apontando pra garota e para o cara (o novo amigo).
– Não amigo - o cara disse já aceitando o grau de amizade -, não é assim, vamos conversar...
No mesmo momento os namorados se levantaram tentando contornar o imbróglio. Em vão, tudo tava decidido, tendo em vista a carga de orgulho que a bebida havia desencadeado em Lambari.
– Não haverá mais conversa, já disse tirando uma cadeira da mesa e a arrastando para a outra ao lado. Findou Lambari.
Os namorados não tentaram mais interferir, o medo de ter que voltar pra casa com o vizinho de mesa os fez não arriscar qualquer intercessão. A mesa se fechou novamente, mais algumas cervejas foram consumidas até o fim da noitada. Os três foram embora, e a tal esqueceu a fidelidade moral e teve que voltar com o novo affair.
Fui convidado, estranhamente pela primeira vez na vida, a ir a uma igreja protestante. Ela, como fiel recém “convertida”, estava na fase dos proselitismos, tentando mostrar aos outros a sua verdade, o que Deus tinha feito na sua vida, e poderia ser feito na vida de qualquer um, inclusive na minha.
Senti o frio de um balde de gelo nos peitos. Então era isso, toda essa ousadia somente para me levar a sua igreja? Cai na real que todos aqueles gestos não eram exclusivos para mim, faziam parte de uma postura dos novos protestantes, que eles tinham com todos, conhecidos ou não.
Afinal, após alguma insistência, fui ver no que dava, valendo pela experiência. Tirando da cabeça lembranças vagas e rasas sobre igrejas evangélicas, quis me preparar com apuro, para evitar ao máximo as atenções voltadas a um principiante.
Do fundo do guarda-roupa, lá naquele cantinho escuro, tirei algumas peças de roupas que mais se pareciam com as usadas pelos “crentes”. Camisa social, calça básica e sapatos bem engraxados, que os jovens só usam em casamentos e batizados, muito a contragosto.Ao chegar à igreja, notei algum bem estranho, que eu nunca poderia esperar: eu era o mais certinho, tradicional e “careta” do recinto. Os evangélicos tinham mudado e eu não tinha percebido. Lá estavam eles, bem diferentes do que imaginara. Se os visse em outro local, juraria que seriam tudo, menos “crentes”. Camisetas cheias de estampas, calças repletas de bolsos e detalhes, tênis da última moda, gestos carinhosos, abraços, beijos, e muita, muita empolgação. Tudo ali deixava claro os maneirismos de uma juventude entregue a Deus.
Fui querendo não chamar a atenção e alcancei o contrário, pelos menos nas vestimentas. Como escrevi acima, realmente acabou valendo somente pela experiência. Não fui "convertido" e nem achei tanta graça assim no local. Alegria e harmonia demais não é comigo, cheira a falsidade, quando não a idiotice mesmo.
Dali pra frente, tudo ficou claro nessa amizade. Em termos religiosos, seria difícil um entendimento. Mas, sabendo disso desde o início, procuramos nem tocar nesse assunto. Ficamos na parte mais legal, as gracinhas, as piadas, e os risos, que tomam quase todo o tempo em que estamos juntos.
Muitas histórias surgiram, podendo render fácil vários textos. Para se ter uma idéia, tudo o que contei até agora se restringe a apenas uma semana de convivência.
Certo dia, num ônibus (como sempre), ouvi dela uma frase que nem levei a sério, pela generalidade impregnada até a raiz: “Eu te amo, como amo todas as pessoas”. Mesmo sendo apenas um depositário desse sentimento, no meio de bilhões de pessoas, senti-me honrado e feliz.
Anos depois, conversando com um amigo, rememorei esse momento, que ela provavelmente nem se lembra. Após uma rápida reflexão, pela facilidade no veredito, cheguei a uma conclusão: “É, hoje posso, finalmente, dizer que eu a amo também".
― Não posso por quê? – perguntou Leo intrigado com a repreensão.
Dona Nilma, a matriarca, deteve no ar uma expressão vaga, olhando para o canto superior direito, e descarregou sobre Leo sua autoridade.
— Porque sim, Leo! A Lorinha me contou que o vizinho da mãe dela morreu depois de comer manga com leite.
Leo aceitou. A sugestão de morte era mais que suficiente para que ele aceitasse qualquer explicação mal explicada.
Numa noite de quinta-feira, o céu estava repleto de estrelas, não havia uma nuvem sequer que pudesse frustrar qualquer brilho estelar. A estrela-d’alva estava mais nítida que nunca, também estavam todas as constelações que Leo conhecia.
― 1, 2, 3, 4... – Leo pôs-se a contar.
― Pelo amor de Deus, preste atenção no que está fazendo!
Seu Otávio, o patriarca, de imediato o repreendeu segurando sua mão.
― Uai, não posso contar estrelas por quê?
― Cada estrela que apontar é uma verruga que surge no seu corpo. – convenceu Leo - O sobrinho do Sr. Lino tem o corpo todo empolado daquele jeito por causa disso, por isso o chamam de choquito.
Tudo o que Leo menos queria era verrugas, a possibilidade de tê-las era mais que suficiente para que ele aceitasse qualquer explicação mal explicada.
Novamente Leo foi repreendido quando quis ler o gibi após o almoço, o medo de ter a vista estragada o fez desistir. O medo de ter o rosto entortado fez com que ele não bebesse água após ter tomado café quente - mesmo sendo a sede muito maior que a vontade que o fez tomar o café -, nem abrir a geladeira depois de sair do banho morno. Havia também os sinais de morte, estes eram os mais temidos por Leo, não permitia que alguém pulasse sua perna quando ela estava esticada pelo caminho (isso poderia ser indício de alguma morte), chinelo virado de cabeça para baixo era outro indício de um acontecimento funesto. Vassoura de trás da porta para visitas indesejadas, previsão de velório ao avistar uma coruja...
Leo, na adolescência, se sentiu sábio quando descobriu por si próprio que as coisas mal explicadas eram assim porque não tinham explicações, não existiam. Já estava maduro para discernir o que era possível, assim pensava. Por um bom tempo quis contestar as opiniões dos pais, por ter sido enganado pelos pais.
Já adulto Leo ri de todas as crendices da sua infância. Não foi enganado pelos pais, ao contrário, sua infância foi repleta de aventuras motivadas pelos medos repentinos, assim pensa. Acha o máximo relembrá-las, as repete para os amigos que também compartilham das superstições. Tudo agora virou nostalgia, nostalgias...
A primeira frase que ouvi de sua boca já consta no rol das mais inusitadas: “Se eu cair, você me segura!”.
Apesar do amplo sentido, essas palavras exprimiam somente o sentimento de medo mesmo. Ela estava a minha frente, quase caindo de um degrau de ônibus lotado, se segurando nas pontas dos pés. Virou-se, olhou pra mim e mandou esse recado que, se fosse outra pessoa, soaria como uma súplica. Para Ela não.
A frase, combinada com um leve sorriso, escancarando a ironia, tinha uma leveza que nada tinha de medo ou aflição pela situação que estava passando. Tempos depois descobri uma de suas maiores virtudes: encarar os acontecimentos mais pitorescos e constrangedores possíveis com um cortante bom humor, rindo de si mesmo como se isso fosse tarefa para todos, quando na verdade o é somente para os grandes espíritos.
Não precisei atender ao pedido. Mas, desse primeiro contato surgiu uma relação marcada, acima de tudo, pelos momentos engraçados. Desde o início foi assim.
Nas viagens em um ônibus quase exclusivo de estudantes, as novas experiências eram trocadas entre calouros orgulhosos e esperançosos, olhados com desdém pelos veteranos que os consideravam empolgados, deslumbrados demais. Tudo muito normal, que passaria despercebido ao longo dos anos, senão fosse por Ela.
Ela, a única exceção à regra natural dos passageiros de qualquer transporte coletivo: passar. De um lugar para o outro e de nossas vidas, que compartilhamos com eles, de forma silenciosa, mas obrigatória, por um certo período de tempo. No dia a dia dos ônibus, aquela piadinha bem antiga mostra que estava certa, na vida “tudo é passageiro”. Ela, ainda bem, não foi.
Na primeira semana de contatos, quando ainda estava digerindo a sua ousadia de dizer que poderia cair em cima de mim, fui perguntado sobre os meus planos de final de semana. Disse que tinha um convite a me fazer. Com a cabeça localizada onde estão a de todos os homens, logo pensei em um programinha básico: cinema, bar, beijos, e por aí vai, até onde a garota permitir.
Mal tinha entrado na faculdade e já um convite desses? Cheguei à conclusão que o ambiente universitário seria promissor, sem as caretices da escola, regado a muita liberdade e aventuras, de todos os tipos. Ledo engano. Pelo menos para mim.
Na verdade, ainda bem que foi um engano. O que veio depois foi bem melhor que qualquer relação onde os pudores inexistem. Tem coisas boas que só o respeito, o carinho e as afinidades podem trazer. E a durabilidade dessas relações muito depende da inexistência de valores influenciados pelos desejos imediatos.
Um ou dois dias depois fui puxado, de supetão, para outra realidade, bem diferente da que estava imaginando. Deparei-me com o convite tão esperado, e não nego uma ponta de desapontamento e frustração tempos depois totalmente superada. Não seria um bar, um cinema, ou um shopping o local do primeiro encontro longe das dependências da universidade. Longe disso...
Há cerca de 10 anos atrás o fato de estarmos inseridos em uma universidade já nos rendia a alcunha de intelectuais. Não era difícil escutarmos alguém dizer: “somos as cabeças pensantes do país”. Isso acontecia porque acreditava-se (alguns ainda acreditam) que a perspicácia cultural do Brasil estava concentrada dentro dos centros acadêmicos. De fato há uma imensidade de intelectuais que, se não tiveram bases acadêmicas, estão na academia. Contudo, o retrato atual de nossos eruditos estão mudando: 1) Estar dentro de uma universidade não tem sido sinônimo de intelectualidade, tendo em vista que faltam pessoas dispostas a ocupar a quantidade de vagas oferecidas pelas instituições (particulares) de ensino. 2) Tem havido uma banalização do ensino superior, principalmente devido aos cursos profissionais. Sobra empolgação e falta preparo. 3) O “excesso” de vagas –não que isso seja ruim- tem facilitado a entrada de mentes pouco treinadas no 3º grau, mesmo nos núcleos federais.
Por outro lado, o baixo nível dos ingressos das UF’s não tem se restringindo apenas às graduações. Na pós-graduação (isso inclui mestrado e doutorado) há uma grande parcela de estudantes que contribui para o desmerecimento do ensino superior. Para muitos deles ainda impera a política do “ctrl+c – ctrl+v”. O que resulta em diversos trabalhos repetidos, e que vão se replicando ao longo dos anos. Mas, engana-se quem pensa que isto é coisa de alunos, ou, como dizem por aí “alunos de ontem professores de hoje”.
Entre os professores (pesquisadores) há uma competição acirrada pelo prestígio científico. Pressionados pelos grandes órgãos financiadores do país (CNPq e CAPES) eles se obrigam a olhar apenas por cima de uma linha reta, preocupando somente com suas linhas de pesquisa, objetivando publicações. Qualquer tipo de publicação, desde que faça volume nas estatísticas dos órgãos avaliadores. Impera-se a política do “Publique ou Morra”. É comum vermos doutores avessos a situação do país, da cultura, das descobertas científicas de outras áreas.
Enquanto o conhecimento era concentrado nos centros de ens. superior as informações eram mais democráticas, era perfeitamente possível estudar física quântica e estar a par dos acontecimentos em que os antropólogos estão envolvidos.
O fato é que a busca imediata por resultados tem contribuído para uma diminuição progressiva do valor do conhecimento útil, e, para uma mecanização da habilidade mental. Enfim, já não podemos relacionar instrução vasta com academia.