• Ir a um estádio de futebol no Brasil é tarefa pra aventureiros. Pelos serviços prestados, deveriam nos pagar por tal ousadia.
• Domingo de sol, nada em vista para fazer, e um jogo esperado: Palmeiras em Goiânia. Uma ótima oportunidade de ver Luxa e seus comandados.
• Apesar do gasto financeiro, de tempo e de ânimo, poucos foram os momentos bons.
• O Palmeiras perdeu, o Luxa levou um “baile” do Hélio dos Anjos, o Valdívia deu desânimo, o Kleber, mais louco que nunca, foi expulso pela enésima vez, e a zaga palestrina se mostrou despreparada. Ah Gladstone, pede pra sair, por favor!
• Uma coisa boa, que deveria ser repetida nos próximos jogos: por causa do baixo preço dos ingressos para elas, as mulheres não fizeram feio, nem como quantidade e nem como qualidade. Pena que a maioria foi acompanhada dos namorados e que estádio não é local pra uma aproximação afetiva mais eficaz. Mas ver menininhas com blusinhas do time do coração já é algo agradável para um ambiente tão dominado por homens, geralmente grosseiros, com seus xingamentos constantes.
• Ainda bem que o pior ficou mesmo no começo da peripécia. Você, querido leitor (sempre quis escrever isso), nunca, em hipótese alguma, pense em ir a um estádio de futebol de ônibus.
• As chamadas torcidas organizadas tomam conta desse tipo de transporte em dia de jogo. Não sei como as empresas de ônibus ainda não protestaram por ter que fazer esse árduo serviço.
• Primeiro, porque esses “torcedores” nem pagam passagem, entram todos pela porta de trás ou pulam a catraca. Segundo que batem constantemente no veículo, não se preocupando em danificar um transporte que servem a eles próprios.
• Os cânticos são um capítulo a parte, no livro da estupidez humana. Os verbos “matar”, “morrer” e “bater” são lembrados a exaustão, assim como outras referências a violência tipificada como gratuita. Isso fora os palavrões, pronunciados como um mero “bom dia”.
• O que mais me impressionou foi a presença de algumas garotas no meio desses bandos. Não é possível que, meninas ainda, percam o que a mulher tem de melhor, a doçura e os gestos carinhosos. Insistem em pegar emprestado dos homens o que eles tem de mais maléfico.
• Para aliviar um pouco o dia, encontramos carona, o que nos impediu de voltar com essas bestas feras. Nem tudo o que começa mal, termina mal. Ainda bem.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Pelo jogo também
Tendo em vista a preferência das seleções esportivas pelos estados do sudeste a presença da seleção no Goiânia Arena era demasiadamente aguardada.
Trata-se, nada mais nada menos, da melhor equipe de vôlei do planeta.
Os melhores do mundo.
O melhor técnico em atuação.
A equipe adversária era fraca, porém não desprezível. Mesmo não tendo chances de classificação jogariam pra ganhar, pelo menos era o que esperávamos.
O técnico venezuelano chegou a declarar que a equipe brasileira deveria jogar muito mal e que sua equipe deveria jogar melhor que nunca para tentar ganhar.
Confesso que não esperava um espetáculo de jogo, mas um espetáculo de sensações.
As sensações surgem logo na entrada, uma porção de pessoas (~ 11 mil, por aí).
A maioria mulheres, garotas, e garotas lindas. Por um momento pensei que a seleção era de meninas e não de vôlei. Ah, mas elas foram selecionadas, foram sim. Não encontrei uma menos linda entre tantas.
O jogo foi “um jogo”, mas o ambiente foi “O AMBIENTE”. É muito bom sentir o som, balançar com o ginásio, gritar sem saber o motivo.
Duas frustrações: 1) compramos o ingresso mais caro e ficamos atrás do câmera da globo; 2) não viramos pintinhos, pois como estávamos atrás da câmera (e, portanto, não iríamos aparecer na TV) não nos deram as camisetas amarelinhas, foda isso!
Ah, eu volto.
Trata-se, nada mais nada menos, da melhor equipe de vôlei do planeta.
Os melhores do mundo.
O melhor técnico em atuação.
A equipe adversária era fraca, porém não desprezível. Mesmo não tendo chances de classificação jogariam pra ganhar, pelo menos era o que esperávamos.
O técnico venezuelano chegou a declarar que a equipe brasileira deveria jogar muito mal e que sua equipe deveria jogar melhor que nunca para tentar ganhar.
Confesso que não esperava um espetáculo de jogo, mas um espetáculo de sensações.
As sensações surgem logo na entrada, uma porção de pessoas (~ 11 mil, por aí).
A maioria mulheres, garotas, e garotas lindas. Por um momento pensei que a seleção era de meninas e não de vôlei. Ah, mas elas foram selecionadas, foram sim. Não encontrei uma menos linda entre tantas.
O jogo foi “um jogo”, mas o ambiente foi “O AMBIENTE”. É muito bom sentir o som, balançar com o ginásio, gritar sem saber o motivo.
Duas frustrações: 1) compramos o ingresso mais caro e ficamos atrás do câmera da globo; 2) não viramos pintinhos, pois como estávamos atrás da câmera (e, portanto, não iríamos aparecer na TV) não nos deram as camisetas amarelinhas, foda isso!
Ah, eu volto.
domingo, 13 de julho de 2008
Dirceu e Dantas?
- Daniel Dantas, como se esperava, é assunto das principais revistas semanais desse domingo. Época, Isto é, Carta Capital (que vem batendo nessa tecla há anos) e até a famigerada Veja.
- Por incrível que pareça, nesse assunto não há, aparentemente, divisões na mídia: todos querem a cabeça do banqueiro. Da Veja a Caros Amigos.
- Mesmo assim, tem gente, no governo e no judiciário, que não quer ele preso. Paulo Henrique Amorim escreveu que Tarso Genro e o próprio presidente Lula são os líderes dessa turma, responsáveis por deixarem o delegado Protógenes e o juiz De Sanctiz sozinhos na árdua luta contra um homem tão poderoso quanto Dantas.
- Não quero acreditar.
- Porém, posso me arrepender novamente de confiar em alguns governistas. Essa semana serviu para desconfiar profundamente de um sujeito que, até então, julgava vítima de armações e perseguições. Falo de José Dirceu, tido por muitos como “funcionário” do presidente do Opportunity.
- Comecei a acreditar nisso após esperar ansiosamente os seus textos sobre os acontecimentos da semana. Ao invés de fazer coro com a imprensa e a sociedade civil, fez o contrário: condenou os “abusos” da operação da Policia Federal, e pior, apoiou as decisões do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
- Mesmo que não dê em nada esse rebuliço, ele já serviu para alguma coisa, pensar duas vezes sobre o ex-ministro da Casa Civil de Lula.
- Estou me sentindo como o último dos românticos, grupo que até então acreditava plenamente na inocência e idoneidade de Dirceu. Se contasse isso para alguém, logo ouviria “tá vendo? Eu não avisei? Você é mesmo muito ingênuo”.
- Uma nova decepção, agora com Tarso Genro e Lula, me traria desesperanças com os políticos difíceis de contornar.
- Seria muito bom ver Daniel Dantas algemado, novamente, e preso, de verdade. O Brasil daria um grande passo rumo a transparência, os pobres se sentiriam mais confiantes no seu país, que começaria a ser visto como um “país de todos”, para o bem e para o mal.
- Gente rica na cadeia sempre dá uma sensação de justiça maior, talvez pela dificuldade em acontecer essas cenas.
- No mais, a prisão dele serviria para “lavar a roupa suja” da política brasileira. Ninguém mais que ele sabe a respeito dos “intestinos” da nossa pátria. Conhecimento de causa, já que subornou e “comprou” meio mundo, incluindo políticos, membros do governo e setores da imprensa.
- Vamos esperar pra ver. Quem sabe um dia o ministro Gilmar Mendes muda de idéia e, finalmente, ajuda a se fazer justiça. Afinal, não é para isso que serve o Supremo Tribunal Federal? É, eu sou mesmo muito ingênuo...
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