sábado, 17 de novembro de 2007

Breve Entrevista

Breve entrevista, comigo mesmo, sobre “Tropa de Elite”. Parece coisa de louco, mas até que é legal.

Dispersão do Ofício: O filme “Tropa de Elite” é bom?
Kelson: É bom. No entanto, não está a altura de toda essa polêmica.
DO: Como assim?
K: A polêmica dá a entender que o filme é extraordinário, necessário, imprescindível. E não é. Como obra cinematográfica, tem outros nacionais muito melhores. Cidade de Deus, por exemplo.
DO: Cidade de Deus é melhor por que?
K: Tem mais poesia. Isso faltou no filme de Jose Padilha. Fernando Meirelles soube contar uma história repleta de violência de uma forma poética, suavizando as cenas que vemos na tela. A trilha sonora também ajudou muito nisso.
DO: No que “Tropa de Elite” peca?
K: Acho que peca naquilo que todo mundo achou de melhor no filme: a exibição da realidade. Um longa de ficção não é o melhor local para se mostrar a realidade nua e crua, isso empobrece o trabalho artisticamente. Documentários fazem melhor esse trabalho, como bem demonstrou o próprio Padilha no ótimo “Ônibus 174”. Ficção é lugar de imaginação, não de transposição da “realidade”.
DO: O que salva no filme, então?
K: A atuação dos atores, Wagner Moura e Caio Junqueira, principalmente. A propósito, o André Ramiro é muito ruim, beira o amadorismo.
DO: O que achou do Capitão Nascimento?
K: Não é o melhor ponto de vista para se mostrar a realidade da violência. Melhor seria a visão de um morador da favela, trabalhador e honesto, analisando a chegada da polícia e do Bope. As arbitrariedades policiais seriam melhor percebidas assim. Como fez Meirelles, quando escolheu Bené, um garoto pobre e sonhador, para narrar a sua história. Claro que essa narração já veio do livro de Paulo Lins, mas até nisso Meirelles acertou. É tudo uma questão de ponto de vista, onde eu prefiro o dos pobres e marginalizados, ao invés da visão dos repressores.
DO: Finalizando, assistiu ou não?
K: Não indicaria. O filme é pessimista, não deixa espaço pra esperança. Todos, sem exceção, são pessoas não exemplares, mesmo os estudantes da ONG. Não salva um personagem, passa a imagem que não tem saída possível. Violência por violência, melhor ver os filmes do Quentin Tarantino. “Tropa de Elite” pode até apresentar a realidade, mas não faz nada para mudá-la. E isso não ajuda em nada a sociedade.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Vizinhos recentes

  • Antes do texto, uma confissão: estou escrevendo estas linhas movido pelo surto de ira. Nesta semana, início do horário de verão (mais um ingrediente no resultado do surto), acordei ouvindo música gospel. Nada contra Deus, mas não suporto músicas evangélicas. Meus atuais vizinhos as ouvem diariamente, quase todas as horas, e com um profundo agravante: chegam a ouvir cada música umas oito, nove ou dez vezes seguidas. Foi o que aconteceu esta semana inteira.
  • Os convívios, ou não convívios, no sentido de contato pessoal, que tive com alguns vizinhos não foram nada bons. Na memória, ainda fresca, guardo as lembranças dos quatro últimos. Péssimos moradores do lado. Já que o último post foi sobre vizinhos da infância, decidi escrever sobre os mais recentes. Vamos a eles.
  • Na antiga casa, moro há dois anos nesta de hoje, meus vizinhos trabalhavam e moravam na casa. Tinham uma padaria. Como a residência/trabalho era colada na minha, ouvia tudo o que se passava ao lado. E não pensem que essa observação dos hábitos alheios era prazerosa.
  • Às 5 da manhã já estavam todos dispostos, como se fosse 5 da tarde. Rádio ligado em uma estação de música sertaneja, conversas altas, piadas, e tudo o que é normal em um ambiente de trabalho, inclusive as brigas entre os funcionários, constantes. Eu, ainda na cama, ouvia despreocupadamente os resultados dos jogos de futebol, impressões sobre a programação do dia anterior na tv, notícias do bairro, como quem morreu, quem foi assaltado...Tudo em primeira mão, no aconchego do meu leito. No restante do dia, o barulho era complementado pelas máquinas da padaria, coladas a minha parede, e que fazia a minha casa tremer junto com o equipamento. O balançar da casa juntamente com o barulho me davam uma sensação de desespero, era como uma obra permanente.
  • Se as conversas e o rádio davam a tônica durante a semana, no final de semana era a vez do som do carro. Aos sábados lavavam o automóvel, som ligado no último volume, músicas sertanejas “de raiz”, e outras mais atuais. Mesmo com o carro já seco, o barulho acompanhava a tarde inteira. No domingo, ainda bem, arrumavam um lugar pra ir, e estes dias se mostravam os mais tranqüilos.
  • Na casa nova, já nos primeiros dias percebi que a convivência com os novos vizinhos não seria agradável. Tinham o mesmo defeito dos anteriores: predileção por som alto e gosto musical diferente do meu. Forró, funk e música sertaneja eram a trilha que eu era obrigado a ouvir. E isso o dia inteiro.
  • Não foram raras as vezes em que fui acordado com este som, as 7 horas da manhã ou até menos. Já imaginou alguém ouvir músicas com volume alto as 6 e meia da manhã de uma segunda, terça ou quarta-feira? Coisa de maluco, pra dizer o mínimo.
  • Ao som, somavam-se os gritos da mãe, com o filho ainda garoto. Estridentes. Xingamentos, sermões, ordens e tudo o mais.
  • Se até durante a semana o som era ouvido no máximo de volume, imagine nos finais de semana. O império do besteirol musical brasileiro comandava. Banda Calipso, Aviões do Forró, Calcinha Preta, Dj isso, Dj aquilo. Os cds, sempre os mesmos, repetiam as mesmas músicas o tempo todo, numa clara tentativa de me deixar louco.
  • Num sábado pra domingo desses, ocorreu o auge da insanidade dos meus vizinhos. Chegaram ao cúmulo da bizarrice de ouvir dois sons ao mesmo tempo, ambos muito altos. Não é mentira e nem exagero, ouviam dois sons na mesma festa, por mais que isso pareça idiotice demais pra qualquer indivíduo minimamente civilizado. Detalhe: até as 5 horas da manhã. Este fato foi tão grave que gerou até uma briga entre eles. O marido queria desligar um dos sons, e a mulher, de forma desesperada e estridente, gritava: “Não devo nada para os vizinhos, o som é meu e vou continuar ouvindo na altura que eu quiser”. A briga foi feia, mas, infelizmente, a vizinha maluca ganhou do marido, que foi obrigado a ir dormir com um barulho daqueles. E eu também, com o agravante de não estar participando da confraternização.
  • Em breve, mais um texto sobre meus dois últimos vizinhos, que, coincidentemente, eram evangélicos. No mais é só.

sábado, 13 de outubro de 2007


Tipos da Rua

Sempre que não havia obrigação a ser cumprida procurava pensar em como usaria o tempo livre de forma divertida. Mas esta não era uma decisão fácil, não para apenas um garoto, precisava de mais um punhado de colegas para que pudesse decidir com mais propriedade, e, de forma mais divertida. Garotos sem nada pra fazer era o que não faltava na vizinhança. Hoje, quando lembro, até me impressiona quanta criança tinha em nossas brincadeiras. Mas em meio a tantos outros garotos tinham alguns que se destacavam, por suas características mnemônicas e seus comportamentos curiosos. Sendo assim, vamos continuar a série agora contando dos tipos da vizinhança.

  • Leandro (Gordinho): O mentiroso. Um garoto que frequentemente era alvo de chacotas por seu excesso de peso. Vira e mexe sua família estava arrumando as malas para mudar para outro estado. Não sei por que eles levavam bagagens, pois em menos de um ano estavam de volta à mesma rua para a mesma casa. O legal era que, sempre que retornava a vizinhança, tinha uma história pra contar. Uma vez nos contou que foi alvejado por uma flecha, atirada por um índio, mas que ele, em uma atitude viril retirou-a, sem notar a dor, e tratou o ferimento com álcool. Outra vez, sem mudar a expressão natural do rosto, nos disse que na fazenda em que morava montou em um cavalo bravo e conseguiu domá-lo. Detalhe: cavalgou de pé em cima do animal e com os braços abertos, só parando em uma cerca quando ele de repente deu um pinote e o obrigou a saltar e cair retinho, de pé no chão. Por essas e outras histórias o pessoal da rua muitas vezes o chamava de Jaca Paladium.
  • Ronaldo (Tripa): O apelão. Oriundo de uma família que mais parecia ter vindo de Dogville, estava sempre exercitando seu moralismo fictício quando discordava das brincadeiras. Seus pais não ficavam em casa durante o dia, talvez por isso estivesse sempre com o cabelo sem pentear e com a aparência um pouco suja. Estas características lhe renderam bons apelidos, capitão lixo era o mais repetido. Constantemente se envolvia em brigas com os outros meninos, por não aceitar as brincadeiras que faziam com relação ao seu visual. Lembro-me às vezes em que ele batia no portão me chamando pra tentarmos "surrupiar" alguma fruta de um vizinho. Ele sempre tinha bons planos, não só para isso, também tinha boas idéias pra conseguir 15 centavos pra irmos ao fliperama.
  • Júnior (Japão): O mais/Popular. Júnior, entre os meninos da rua, foi o último a fixar residência na vizinhança, talvez por isso tenha sido tão admirado pelos outros garotos. Havia pelo menos uns três que o tinham como líder. De índole um tanto quanto duvidosa, gostava de brincadeiras desleais e de falar das meninas da rua. Não era muito bom nos esportes, mas era bom de briga, bateu em quase todos que se atreveram a encará-lo, sendo esse mais um motivo pra ser tão bajulado. Lembro-me quando fomos a uma festinha de aniversário e ele ficou a noite toda se insinuando pra uma garota, nós achamos aquilo muito estranho, pois éramos muito moleques e não pensávamos em dividir nosso ócio com meninas.
  • Adonias (Quatro olhos): O Galã. Um garoto magro que usava óculos desde uns três anos de idade e que gostava de contar muitos papos, notmalmente se referindo as suas idas e vindas das casas de seus parentes que moravam em outros setores. Esse era um artifício que ele tinha para tentar nos convencer de que suas histórias amorosas eram verdades, pois se dissesse que aconteceram na vizinhança teríamos como desmentí-lo. Chegava a ser insuportável quando ele insinuava que estávamos ganhando a brincadeira somente porque tínhamos trapaceado, ou quando dizia que iria parar de brincar porque estávamos usando o fato de sermos os donos dos brinquedos. Mas o que ficou marcante dele era a quantidade de garotas que tinha sentido o gosto de seus beijos. Quando tinha 10 anos já tinha uma lista de umas 15 meninas. O melhor de tudo é que as garotas mais lindas do bairro eram ou foram apaixonadas por ele, pelo menos isso é o que ele dizia, mas quando tinha a oportunidade de ficar frente a frente com alguma inventava uma desculpa e saía fora. Ninguém nunca o viu com nenhuma dessas meninas, nem mesmo ouviu alguma falar nada sobre ele. Quando tínhamos por volta de uns 9 anos, ele me fez uma pergunta que me deixou sem nenhuma resposta: "quando vai dar um beijo de língua você oferece a língua ou espera ela oferecer?"
  • Rosângela: A miss. Loira, pele clara, educada. Era o sonho de todos os garotos da rua, um pouco inalcançável para nós “moleques”, pois mantinha uma distância de, mais ou menos, quatro anos de idade à nossa frente. Era cortejada pelos meninos mais velhos, os que já trabalhavam e que, por isso, tinham condições de comer x-salada mais de uma vez por semana. Na data de seu aniversário foi presenteada com quatro caixas de bombons e duas bolas grandes, comprados com pelo menos uma semana de trabalho pesado dos meninos. Era comum presenciármos discussões e brigas por causa dela. Uma, a mais aguardada da rua, aconteceu entre os dois mais fortes da rua, eram mais velhos, mais altos, mais opressores, mas eram muito amigos, até o dia em que cismaram que ela gostava de um deles. De tão esperada a briga não durou um minuto sequer, talvez porque, tanto quanto nós, eles também tinham medo um do outro. Mas Rosângela não era linda apenas pros garotos da vizinhança, tanto que acabou se envolvendo com um dos caras mais populares do bairro, bem mais velho, mestre de capoeira. Foi o fim dos nossos suspiros, a partir daí passamos apenas à admirá-la, agora sem aspirações.

No mais, é só...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007


Tipos da 5º Série

Dando início a nossa prometida série, relatarei como eram os meus colegas de escola, da 5º série, especificamente. Escolhi esse período, com a colaboração do meu parceiro de blog, tendo em vista que a maioria das figuras estudantis, que recordamos, estiveram conosco nessa série.

  • Tiveram-se tipos para todos os gostos: valentão, nerds. idiota, ingênuo, chorão, apelão, etc, etc...Pela extensão de personagens, convém a limitação a apenas alguns, mais marcantes.
  • Wildson: o apelão. Não tinha nenhum preparo, tanto físico como mental (era gordinho e desequilibrado), para jogar futebol. No entanto, nas aulas de educação física, talvez por não ter afinidades com as meninas, sempre queria participar da brincadeira favorita dos meninos. Nós, lógico, não aceitávamos uma “figura estranha” na nossa peleja. Ele, como reação a nossa negativa, ia rapidamente importunar o professor e exigir dele providências. Discussões acaloradas repetiam-se a cada jogo de futebol, e, como o professor naquela época “mandava”, tínhamos que aceitar aquela figura desengonçada em nosso lazer, mas isso somente depois de muita briga.

  • Kennedy: o valentão. Esse tipo, tão conhecido em todas as escolas, tinha um representante a altura na nossa. Kennedy era valentão, grande, forte, bobo e idiota. Foi o último a abandonar as brincadeiras de correr no recreio, chegando sempre suado na quarta aula, em um tempo em que os outros meninos da classe já estavam se aventurando nos beijos contados em segundos (foram quantos segundos? eram o que os amigos perguntavam).
  • Tiago Narciso: o idiota/popular. Bom jogador de futebol, tinha a admiração dos garotos, e, por conseqüência, das garotas, ávidas em flertar com ídolos esportivos. As habilidades que sobravam no futebol faltavam na solidariedade. Obtinha o seu prazer humilhando os menos populares, constrangendo-os na frente de todos, gerando assim algumas risadas dos mais idiotas que ele. Coitado do Clark Kent se tivesse estudado com ele.
  • Simone Camargo: a “adulta”. Achava que estava uma geração a nossa frente, tendo em seu circulo de amizades pessoas mais velhas alguns anos que nós. Ouvia e divulgava Legião Urbana, quando o restante da sala nem gosto musical definido tinha. Por vezes batia e ofendia os garotos, por considerar que estes se comportavam como “crianças”, em suas brincadeiras infantis, que incluíam correria e muito contato físico.
  • Tiago Vieira: o mocinha. Sempre asséptico, Tiago foi o último garoto a ser levado pela mãe a escola, e isso porque ele morava a apenas duas ruas de distância. Muito bem educado pela mamãe, não participava das brincadeiras masculinas com afinco, talvez com medo de se sujar. Com cabelos penteados e roupa impecável, voltava para casa da mesma forma que tinha ido à escola, e ao contrário dos outros garotos: limpo.

Em breve escreverei sobre outros personagens. No mais é só.

sábado, 29 de setembro de 2007

Paraíso Tropical

  • Antes que perguntem, respondo: sim, eu assisto novelas, apesar de não gostar muito. Digo que não gosto muito porque geralmente as histórias são muito repetitivas, iguais. Em novelas, aprecio mais os núcleos cômicos e a atuação dos grandes atores.
  • Dito isso, farei uma análise, de mero expectador leigo, sobre alguns atores envolvidos nessa história, além de opiniões a respeito de Gilberto Braga e Paraíso Tropical. Se fosse escrever sobre os clichês e incoerências dessa novela, como acontece em todas, também daria um texto bem grande. Mas quero ficar somente na parte boa deste folhetim.
  • Wagner Moura (Olavo): para muitos uma grande surpresa, mas para mim, que já vi vários de seus filmes, foi apenas a confirmação do seu gigantesco talento. É o melhor ator de sua geração. Deu vida a um vilão de forma magistral, dando ainda pitadas de humor, que suavizaram Olavo, fazendo com que algumas pessoas até quisessem um final feliz entre ele e Bebel. Poderia escrever muito mais sobre Wagner Moura, mas o reconhecimento do talento desse ator já caiu no lugar-comum.
  • Fábio Assunção (Daniel): fazer mocinhos não chega a ser um desafio para os grandes atores. São personagens com gestos simples, sem grandes explosões de emoções. Por isso, Assunção fez o arroz com feijão, sem comprometer e também sem ser estupendo. Trabalhou o necessário, o que era possível com seu personagem. Se mocinhos não geram boas atuações isso não quer dizer que Fábio Assunção tenha culpa, muito pelo contrário, ele é um grande ator, e já provou fazendo o inesquecível Renato Mendes, de “Celebridade”.
  • Tony Ramos (Antenor): na minha modesta opinião, é o melhor ator de novelas do Brasil. Ele consegue fazer qualquer personagem ser único, sair de um grego que não tinha onde cair morto, e encarnar magistralmente um magnata dos negócios. Em todas as cenas em que aparecia, Tony Ramos era quase onipresente, dava um show de interpretação. Analisar a atuação dele chega a ser um erro, pois ele sempre está ótimo.
  • Alessandra Negrini (Paula e Taís): para mim, uma grata surpresa. Fez, talvez, o melhor trabalho de sua carreira. Mostrou que é uma grande atriz, que mereceu a confiança depositada por Gilberto Braga e Denis Carvalho. Deu vida as gêmeas sem cair nos arriscados estereótipos, lógico que sempre deixando claras as diferenças entre as irmãs.
  • Glória Pires (Lúcia): fez a mesma coisa que Fábio Assunção, o necessário e o possível. Mesmo assim, demonstrou mais uma vez ser uma boa atriz.
  • Camila Pitanga (Bebel): fez seu melhor trabalho na televisão. Aos poucos fez com que sua personagem fosse cativando o público, mesclando na medida certa cenas cômicas com pequenas, e até grandes, maldades de sua personagem. Bebel representou a sua passagem para a imortalidade.
  • Poderia escrever sobre cada ator/atriz, mas seria enfadonho e atrairia ainda menos a atenção dos leitores (que leitores?). Só tenho a declarar que todos foram bem: Marcello Antony (pouco aproveitado), Marco Ricca, Daniel Dantas, Isabela Garcia, Chico Diaz (excelente), Beth Goulart, Bruno Gagliasso, Vera Holtz...
  • Gilberto Braga: repetiu o sucesso de “Celebridade”. Permaneceu com as mesmas características, o dinheiro estando no centro de todas as vigarices, e todos os vilões só o são por motivos financeiros. Em “Paraíso Tropical” Gilberto Braga mais uma vez mostrou qual é a sua especialidade, e o que o diferencia de outros autores: a criação de grandes vilões, que todas às vezes ganham mais destaque e a empatia do público. No entanto, faço uma ressalva do trabalho deste autor, quanto a esta última novela. Faltou um núcleo engraçado, de periferia. O Andaraí de “Celebridade” teve maior repercussão e comicidade do que a Copacabana de “Paraíso Tropical”.
  • Por último, tenho que dizer que os pontos altos de “Paraíso Tropical” foram às cenas envolvendo os grandes atores. Algumas vou demorar a esquecer, como as que tinham Wagner Moura, Fábio Assunção e Tony Ramos. Tantas foram as cenas antológicas, que fica difícil enumerá-las e comentá-las, seria material para outro texto.
  • Quanto ao final da novela, fiquei satisfeito. Lógico que ficaria mais ainda se o assassino fosse uma surpresa, alguém que foi bonzinho desde o início e enganou todo mundo, inclusive os expectadores. Mas temos que entender que novela não é filme, e o público gosta mesmo é do básico, vilão é vilão e mocinho é mocinho. Ressalta-se, mais uma vez, as atuações dos atores na cena decisiva, estavam geniais. No mais, é só.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Mano Brown no Roda Viva

  • Tinha decidido não escrever nada sobre a entrevista do rapper Mano Brown dada ao programa Roda Viva. Primeiro por que o meu parceiro de blog tinha postado um texto no dia. Segundo porque pensei que a minha opinião seria igual a de todos os outros, portanto, o texto não teria nada de original.
  • Entretanto, após ter lido alguns tópicos da comunidade dos Racionais, no Orkut, e alguns blogs que opinaram a respeito da entrevista, decidi escrever.
  • Discordo completamente de tudo que li na internet sobre a entrevista. Tanto opositores quanto fãs do Mano Brown concordaram que o cantor foi mal na entrevista, que não soube se expressar e demonstrou desconhecimento em vários assuntos.
  • Eu, que nunca vi uma entrevista dele, estava ansioso em vê-lo falar em um programa como o Roda Viva. E, ao contrário dos fãs, não me decepcionei com nada. Muito pelo contrário, achei o Mano Brown com idéias muito claras, uma visão de mundo pragmática e inteligente.
  • O que mais me chamou a atenção foi à inteligência com extrema simplicidade e humildade.
  • O cara tem um carisma surpreendente, que prende o expectador em tudo o que ele fala.
  • Nos primeiros instantes da entrevista, a primeira coisa que pensei era como um programa, que já recebeu grandes entrevistados, estava recebendo uma figura de tão pouca capacidade intelectual, dada a dificuldade do entrevistado em falar corretamente.
  • Depois de alguns minutos essa desconfiança quanto ao líder dos Racionais se transformou em admiração. Brown demonstrou educação, nos momentos em que foi interrompido em suas respostas, soube relativizar e ser brando quando necessário.
  • Dentro de sua pouca instrução educacional (e ele confessou isso várias vezes), deu bons comentários sobre a política brasileira, Cuba, Lula, Nike, a realidade da periferia, entre outros assuntos.
  • Posso ter sido o único, mas quando desliguei a televisão tive uma imagem muito mais positiva do Racionais, do movimento que ele representa, e principalmente de Mano Brown. Pode até ser uma visão afetada pela admiração que tenho pelos líderes de movimentos sociais e populares, mas é a que tive. Sinceramente. No mais é só...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Há de se concordar

“Se um homem ama a honestidade mas não ama o estudo, a sua falta será uma tendência para desperdiçar ou transtornar as coisas. Se um homem adora a simplicidade mas não adora o estudo, sua falta será puro prosseguimento na rotina. Se um homem aprecia a coragem e não aprecia o estudo, sua falta será turbulência ou violência. Se uma homem elogia a decisão de caráter mas não elogia o estudo, sua falta será obstinação ou teimosa crença em si mesmo.”

(Confúcio)

domingo, 23 de setembro de 2007

6 Notas sobre "Letra e Música"


Sabemos que o filme é passível de infinitas críticas, além do roteiro completamente previsível há uma gama muito grande de clichês hollywoodianos. Aqui descreverei apenas os motivos que poderiam fazer alguem se deslocar até uma locadora para alugar o filme.

  • O filme inicia com o clipe, completamente cômico, de uma banda fictícia dos anos 80. O que de cara permite uma identificação dos espectadores que viveram essa época. Quem não se lembra dos menudos, polegar, dominô...?
  • É uma comédia romântica, o que nos remete ao maior ator do gênero. Isso mesmo! Hugh Grant é o protagonista, o mesmo de "Um Lugar Chamado Notting Hill", o que já valeria o ingresso, uma vez que -sempre com muita sutileza- Grant não nos deixa uma cena sequer sem que tenhamos que dar umas boas rizadas.
  • O filme traz Drew Barrymore, não que seja um exemplo de atriz, mas que também já está habituada a este tipo de filme. Ela nos mostra uma protagonista doce e meiga, sempre muito emotiva nos fazendo evidenciar sua efêmera graciosidade , assim como no "Como se fosse a primeira vez".
  • Como toda comédia romântica, há sempre uma pintadinha de moral social, nesse filme acontece no momento em que o texto evidencia a necessidade de superar o fracasso, bem do gênero. Quem nunca pensou em desistir de algo após ter sido criticado?
  • O filme é acompanhado do início ao fim por uma singela trilha sonora, ao som de um piano muito bem comedido. Em um momento do filme o protagonista manuseia diversos instrumentos em busca de uma melodia ideal, o que permite ao espectador se envolver de forma mais sensível aos personagens.
  • Quem nunca teve uma amiga(o) com quem passava boa parte do tempo útil e depois se apaixonou? Quem nunca sentiu nostalgia ao ouvir uma canção que remete a um antigo amor? Se isso já aconteceu com você então vale a pena assistir o filme.

Portanto, esqueçam as obviedades, os clichês e não procurem momentos pretensiosos. Tenho certesa que o propósito do diretor foi entreter de forma divertida e que pudesse sensibilizar os espectadores. Sendo assim, acho que ele conseguiu.
No mais, é só...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Falta de inspiração (mas já?rs)

  • Não pensem que ter blog é algo fácil. Pode até ser, se não tivermos a responsabilidade, mesmo que auto-imposta, de postar com alguma regularidade. No nosso caso, pelo menos duas publicações por semana, uma minha e outra do outro.
  • Após o post sobre o ócio pré-adolescente - aquele dos dedos controladores da televisão -, do meu parceiro de Dispersão do Ofício, o próximo texto teria que ser meu. Tanto ele me cobrou que me senti na obrigação de escrever algo, mesmo sendo sobre a falta de inspiração para escrever. Ainda bem que não temos leitores, senão a pressão seria maior.
  • Como escrito acima, entrego de cara que não escrevi por pura falta de motivação e inspiração. Porque, mais uma característica de blog, no início as idéias trasbordam, jorram, chegam numa velocidade assustadora, mas com o tempo elas vão se esvaindo, como os rios que vão secando no período de estiagem.
  • Pensando a respeito de rios que secam, em certos períodos, lembrei-me de uma aula do cursinho, há alguns anos atrás, onde o professor de Geografia disse que o rio São Francisco era, e é, um rio perene, apesar de percorrer as zonas mais áridas do país.
  • Sendo assim, tomara que esse blog se assemelhe a este rio, que as idéias e a motivação sejam perenes. Entendo bem que já começamos a “secar” com pouco tempo de vida, mas ainda temos a possibilidade de ver esse rio se tornar permanente com o tempo. É o que torcemos. Será que um rio pode ser tornar permanente com o tempo, ou se começou secando não tem jeito?
  • Geógrafos de plantão, não precisam responder essa pergunta, pois já devem ter percebido que estou falando de idéias, utilizando os rios e as águas somente como metáfora. Estou sendo presunçoso em explicar algo tão óbvio?
  • Além da falta de inspiração, outro motivo me faz não ter o que postar: não tenho vivido uma vida intensa de acontecimentos. Pra ser bem sincero, não tenho vivido nem uma vida nada intensa. Na última semana não sai de casa, e quando digo que não saí não é força de expressão não, é que não saí mesmo, não coloquei o pé na rua.
  • Assim como não saí de casa, também não vi nenhum filme, algo que renderia pelo menos um textinho, mesmo que medíocre. Nem a tão assistida televisão rendeu algum assunto para preencher a lacuna “editorial” deste espaço.
  • Para não pensarem que sou um fracassado blogueiro, digo que tive algumas idéias, que poderão render algum texto no futuro, talvez bem próximo, já que os assuntos que pensei não são perenes como o “Velho Chico”.
  • No mais é isso, vamos aguardar a chuva chegar. E que ela venha carregada de força e vida.

sábado, 15 de setembro de 2007



Introduzindo a série


Consigo me recordar, como se fosse ontem, de minhas tardes ociosas em que me deitava no chão fresco da sala, esticava as pernas até os botões da TV, que estavam sobre uma estante de madeira, e fixava o olhar na programação vespertina, muitas das vezes exercitando os dedos dos pés pulando de canal em canal. Tudo era feito ao mesmo tempo em que saboreava um pacote de biscoitos com refrigerante e aguardava chegar o horário em que ia pro campo jogar futebol. Momentos como este que me fazem recordar da minha infância com imensa saudade, não que eu não possa fazer isto hoje, mas é que as obrigações de uma vida adulta estreitam os momentos de lazer frívolo.
“A nostalgia apaga as coisas ruins e aperfeiçoa as coisas boas”, assim disse Gabriel Garcia Márquez em um de seus livros. Não sei até onde podemos admitir a total veracidade desta frase, mas o fato é que em meus momentos mais saudosistas só me vem à memória as boas lembranças, sempre amplificadas com picos de alegria. O mais interessante é que minhas boas recordações, como se pode verificar no início do texto, sempre estiveram relacionadas a consideráveis momentos de ócio.
Minha vida social sempre esteve vinculada ao prazer de não fazer nada, meus melhores pensamentos, minhas maiores criações (apesar de não serem muitas, rs), minhas maiores dúvidas que produziram grandes soluções, meus melhores momentos de interações sociais, enfim meus maiores momentos de satisfação vieram de uma “inércia dinâmica”, do conhecimento aparentemente trivial. Sem o desfrute do ócio eu não estaria, por exemplo, escrevendo este texto.
Pensando nisso decidimos (eu e o outro), para dedicarmos de forma criativa nossos momentos a esmo, criar alguns textos e publicá-los (termo pomposo, né?) aqui em forma de série.
Tentando sintetizar, de forma sucinta, que nossa socialização foi bem embasada nos momentos de ausência de qualquer ofício, denominaremos a série de sÓCIOlização. No mais é só...


quinta-feira, 13 de setembro de 2007

A respeito do caso Renan

  • Ouvi pelo rádio a notícia da absolvição do senador Renan Calheiros como quem ouve um jogo de futebol. O locutor ficou alguns minutos gritando estridentemente “será que ele foi cassado, ou absolvido???”, “parem tudo que estão fazendo pra ouvir essa notícia!!!”. Por fim, gritou finalizando: “e foi, e foi...Absolvido!!!”.
  • Depois disso, entrei na internet pra ter mais notícias. Uma amiga, da época da faculdade (até parece que faz tanto tempo, época...), estava utilizando o seu msn como protesto. Escreveu que Deus teria dado ao Brasil uma natureza maravilhosa, mas um povo burro e ignorante, que aceitava um sujeito como Renan no Senado.
  • Até aquele momento, instantes depois da notícia, ainda não tinha análises sobre o acontecido. Apenas Paulo Henrique Amorim, em seu blog, escreveu algo, que eu concordo plenamente, mas não cabe aqui repetir o que ele escreveu, quem quiser que vá ao blog dele e leia.
  • O Brasil ficou triste com a absolvição do Renan, incluindo a minha amiga. A chamada opinião pública, onde eu não me sinto representado, além de triste, ficou revoltada. Ainda não vi os comentários de Jabor, pelo lado da Globo, e de Mainardi, pelo lado da Veja, mas eles devem estar espumando, como se tivessem perdido uma guerra.
  • Lógico que eu queria a cassação do senador alagoano. Mesmo sendo da base do governo, ele é um daqueles políticos que o Governo teve que agüentar para ter governabilidade, similar a Roberto Jéferson, Valdemar da Costa Neto, entre outros. Políticos do PMDB, PP, PTB, aliados do Governo, mas que vivem a constrangê-lo com suas práticas pouco honestas.
  • Não que no PT não tenha isso, Silvio Pereira está aí pra provar. No entanto, no PT, essas práticas não são institucionalizadas, quase uma obrigação de todos os partidários.
  • Com a absolvição, apesar de tudo, tive uma satisfação. A de saber que a grande mídia, conservadora e golpista (não é copiando a Marilene Felinto e nem o Paulo Henrique Amorim, é que realmente concordo com isso), não manda no Brasil e na política, como pensam. Jabor, Mainardi, Globo, Veja, Estadão e Folha perderam mais uma, da mesma forma que perderam nas duas eleições que elegeram Lula. E constatar isso é reconfortante.
  • Queriam derrubar Renan não porque ele é corrupto, recebeu dinheiro de empreiteira, nada disso. Queiram derrubar o Renan por ele ser da base do governo, pra desestabilizar o governo Lula. Se fosse somente por corrupção, teriam que ficar o tempo todo derrubando um.
  • E por último, o Renan pode até ser corrupto, mas tem um baita bom gosto pra escolher amantes. Vendo as fotos da Mônica Veloso na Folha, constatamos que ela é muito bonita, lógico que não ao ponto de merecer uma cassação...
  • E é isso, não posso ficar escrevendo muito porque se isto acontecer ninguém vai ler. Aliás, acho que ninguém vai ler de qualquer jeito, mas faço a minha parte.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

10 notas sobre "Hannibal: A Origem do Mal"

  1. Não comparem com “O Silêncio dos Inocentes”, este está a anos-luz a frente.
  2. Não comparem com os outros filmes sobre Hannibal (Hannibal e Dragão Vermelhor), pois estes também são melhores, até porque contam com a interpretação impecável e marcante de Antonin Hopkins - além das ótimas participações de Juliane Moore, Edward Norton e Ralph Fienes.
  3. Como um filme avulso, sem comparações, não chega a ser um filme ruim.
  4. O cenário é bonito, me agrada, o clima sombrio, a neve, as paisagens típicas européias. E isso, o contexto material, já representa muitos pontos positivos.
  5. Não vou escrever sobre a interpretação do jovem ator, não sei avaliar isso em atores estrangeiros, falando outra língua. Os críticos avaliaram bem mal o seu trabalho. Mas, repito, por mais que a sua atuação não comprometa, é impossível se equivaler a figura mitológica do personagem e ao trabalho de Hopkins.
  6. Há uma cena, engraçada pra mim, onde o ator quer dar uma de Antonin Hopkins: quando é interrogado pelo investigador, e este lhe mostra um papel, ele olha o nada, dá uma piscada característica de Lecter e finalmente lê o que está escrito, num movimento de olho pra baixo; uma escancarada imitação, que pode ser legítima ou não, do momento onde Lecter “Hopkins” lê a credencial de Clarice Starling, só faltou o “closer”.
  7. A beleza da tia/amante é de se ressaltar, os realizadores do filme escolheram bem a atriz.
  8. Em “A Origem do Mal”, fica claro o respeito que Lecter sente pelas mulheres. Por causa de uma grosseria contra a bela tia oriental, acabou matando um açougueiro. Mas tarde, repetiria a vingança contra Miggs, o colega de prisão que insultou Clarice.
  9. O filme comete um pecado que é inaceitável para filmes deste gênero: falta suspense e mistério. Após a morte da irmã, o ódio pelos assassinos, e a descoberta destes, resta ao expectador acompanhar Lecter em sua caçada. O único mistério seria como ele iria matar os algozes de sua irmã.
  10. Enfim, resta concluir que o filme fica aquém de todos os outros sobre Hannibal, mas não chega a ser um filme tão ruim quanto apregoam. Sei que os fãs das histórias do canibal Lecter esperavam algo melhor, mas não vamos esperar um outro “O Silêncio dos Inocentes”, sob pena de nos decepcionarmos muito.

8 notas sobre "A Rainha"

  1. Considero “A Rainha” quase um documentário, algo meio jornalístico. Aliás, pra quem se interessa pelos assuntos da mídia, esse é um ótimo filme.
  2. Quando terminei de assistir, fiz uma relação com o documentário “Entreatos”, de João Moreira Salles, a respeito da campanha de Lula em 2002 para a presidência. Nos dois filmes parecemos estar “participando” dos assuntos abordados, vendo como são tomadas as grandes decisões que irão influenciar uma multidão.
  3. Vemos nesse filme os chamados bastidores da notícia. Como estamos acostumados a somente ver as decisões já tomadas e anunciadas, o fato pronto, gostamos de ver o processo de construção desses fatos, as discussões, opiniões contrárias.
  4. Uma surpresa para mim e talvez para a maioria das pessoas: a Rainha é muito respeitada, e seus conselhos e pedidos valem muito, sobretudo quanto ao destino da nação britânica. Nós aqui do longínquo Brasil temos a impressão que a monarca só serve pra enfeitar (e não pagar impostos), que a figura determinante é o primeiro-ministro, que ele está acima da monarquia. Um exemplo disso: quando queremos dizer que alguém só manda aparentemente, dizemos que ele se parece com a rainha da Inglaterra.
  5. Vemos o contrário no filme. Nele, o primeiro-ministro, recém empossado, Tony Blair, tem claramente uma posição de subordinação para com a Rainha. Aliás, a sua posse, para ser legitimada, teve que ter a benção da rainha, com “direito” a ficar de joelhos perante ela. Quando Blair ligava para o palácio, era ele que tinha que ficar esperando a boa vontade de Elizabeth. E ela, atendendo-o, tinha por hábito mostrar a sua posição de superioridade, por vezes até desligando o telefone na cara do primeiro-ministro.
  6. Tony Blair, além de parecer se sujeitar a Elizabeth, tem os seus afazeres como chefe de governo mostrados como o de qualquer serviço de qualquer pessoa. As formalidades que cercam a monarquia inglesa passam longe do escritório e da casa do primeiro-ministro.
  7. A casa de Blair, então, nada mais prosaica: enquanto toma as decisões mais importantes a respeito do funeral de Diana, está vestido em um calção e uma camiseta, em frente aos filhos e a mulher, que tomam café da manhã como qualquer família de classe-média em qualquer canto do mundo.
  8. Por fim, só tenho a acrescentar que o filme é uma grata surpresa. Nele temos muitas surpresas e revelações. Mesmo se tratando de um cenário puramente inglês, “A Rainha” serve também para entendermos um pouco mais sobre o poder dos governantes, em qualquer parte do mundo.

Onde todo blog começa

Sempre que passamos por um blog desconhecido a primeira impressão que temos nos é passada pelo título, dependendo, nem ao menos nos damos ao trabalho de ler qualquer texto que nele contenha . Por outro lado, se o nome sugere algo que nos remete a um assunto interessante, ou ao menos curioso, temos o ímpeto de dedicarmos um tempinho (que pode virar um tempão) na leitura do blog, nem que seja apenas para visualizar a maneira em que os textos estão dispostos na página. Sendo assim, nada melhor que iniciarmos com um post que deixa claro o significado da alcunha que demos a nossa página na internet.

Dispersar (v.t.d. e p.) - Fazer ir, ou ir(-se) para diferentes partes; dissolver(-se), espalhar(-se).
Dispersão (sf.) - Ato ou efeito de dispersar(-se).

Ofício (sm.) - 1. Trabalho, ocupação, função mister. 2. Incumbência, missão. 3. Cargo público ou oficial.

Juntando as duas palavras...
eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá pra você