domingo, 23 de setembro de 2007

6 Notas sobre "Letra e Música"


Sabemos que o filme é passível de infinitas críticas, além do roteiro completamente previsível há uma gama muito grande de clichês hollywoodianos. Aqui descreverei apenas os motivos que poderiam fazer alguem se deslocar até uma locadora para alugar o filme.

  • O filme inicia com o clipe, completamente cômico, de uma banda fictícia dos anos 80. O que de cara permite uma identificação dos espectadores que viveram essa época. Quem não se lembra dos menudos, polegar, dominô...?
  • É uma comédia romântica, o que nos remete ao maior ator do gênero. Isso mesmo! Hugh Grant é o protagonista, o mesmo de "Um Lugar Chamado Notting Hill", o que já valeria o ingresso, uma vez que -sempre com muita sutileza- Grant não nos deixa uma cena sequer sem que tenhamos que dar umas boas rizadas.
  • O filme traz Drew Barrymore, não que seja um exemplo de atriz, mas que também já está habituada a este tipo de filme. Ela nos mostra uma protagonista doce e meiga, sempre muito emotiva nos fazendo evidenciar sua efêmera graciosidade , assim como no "Como se fosse a primeira vez".
  • Como toda comédia romântica, há sempre uma pintadinha de moral social, nesse filme acontece no momento em que o texto evidencia a necessidade de superar o fracasso, bem do gênero. Quem nunca pensou em desistir de algo após ter sido criticado?
  • O filme é acompanhado do início ao fim por uma singela trilha sonora, ao som de um piano muito bem comedido. Em um momento do filme o protagonista manuseia diversos instrumentos em busca de uma melodia ideal, o que permite ao espectador se envolver de forma mais sensível aos personagens.
  • Quem nunca teve uma amiga(o) com quem passava boa parte do tempo útil e depois se apaixonou? Quem nunca sentiu nostalgia ao ouvir uma canção que remete a um antigo amor? Se isso já aconteceu com você então vale a pena assistir o filme.

Portanto, esqueçam as obviedades, os clichês e não procurem momentos pretensiosos. Tenho certesa que o propósito do diretor foi entreter de forma divertida e que pudesse sensibilizar os espectadores. Sendo assim, acho que ele conseguiu.
No mais, é só...

Um comentário:

Kelson/J. Luiz disse...

Gostei do texto.
Fez uma coisa que nunca pensei que fizesse: elogiar e indicar uma comédia romântica tradicional.
Esse lado de apreciar esses filmes sempre foi meu.
Mais surpreendente ainda foi o elogio ao Hugh Grant, e eu compartilho da mesma opinião.
No mais é isso...

eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá pra você